SEJAM BEM VINDOS!
ABRAÇOS...
18 setembro 2010
Com carinho, atenção, amor e paz!
(Mote retirado de palavras de Machado de Assis)
As feridas do corpo causam danos
Que tratamos aos poucos com remédios,
Mas a alma doente, sente os tédios
Da tristeza que causa desenganos.
A palavra e os gestos puritanos,
São remédios de forças maiorais.
Os sintomas desviam dos canais
Onde as forças Divinas são geradas.
As feridas da alma são curadas,
Com carinho, atenção, amor e paz!
Os amores que partem, levam parte
Dos que ficam sentindo a sua falta,
E a parte que fica não se exalta
Mas deseja os caprichos de um enfarte.
Já não a alegria que descarte
A tristeza sentida que se faz,
Como uma doença que jamais
Medicina tem curas preparadas.
As feridas da alma são curadas,
Com carinho, atenção, amor e paz!
Uma mãe que seu filho vê jogado,
Já sem vida, no chão agonizando,
Tem a carne rasgada e vê sangrando
Um pedaço de si, que foi tirado.
Só o tempo conforta, sem ter dado
Fim total, para os males que isso trás.
Com enxerto de amor, Deus lhe refaz,
Cicatriza as fissuras suturadas.
As feridas da alma são curadas,
Com carinho, atenção, amor e paz!
Lima Júnior
04 julho 2010
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.
Me contento em viver, viver somente
Sem olhar para trás como fazia,
O presente é a minha alegria
E o futuro pra mim é o presente.
A saudade tornou-se uma semente
D’uma planta, em peito a germinar.
Brota, arranco, ela torna a brotar
E seu fruto ao nascer, mata a beleza.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.
Atacante no campo da paixão
Dou olé na zagueira nostalgia,
Quando chuto na trave da alegria
O goleiro do tempo põe a mão.
O futuro é expulso sem razão,
De repente há mudança no placar.
O passado consegue me driblar
A saudade me pega sem defesa.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.
Sou deserto de amor sem esperança,
O que brota de mim não vinga nada!
Vi o sol ressecar cada ramada
Que plantei no meu solo de criança.
Quando o tempo atribui uma mudança,
Meu Oasis de sonhos vai parar
Neste rio de saudade a transbordar
No meu peito à mercê da correnteza.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.
Hoje, o pão que mastigo tem o gosto
Do amargo do beijo da partida.
O destino é o vilão da minha vida,
Neste longa metragem do desgosto.
Na comédia humana eu fui exposto
Sem o “OSCAR” da vida, conquistar!
E o filme já perto de acabar
Fez ruir o cinema da incerteza.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.
Dei de cara com minha liberdade,
Num pedaço de filme envelhecido.
Meu sorriso mostrado, eu vi perdido,
Na partida da minha mocidade.
Contemplando o espelho da verdade,
Vejo o banco da vida a me cobrar
Altos juros paguei sem contestar
O que me foi cobrado por despesa
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.
26 março 2010
À crítica plantonista
Eu quero pedir passagem
Embora pouca a bagagem
Meu passaporte é de artista
Nasci num reino encantado
Onde já diz o ditado:
“Quem nasce na freguesia,
Ou é poeta ou é louco!”
E em meio a este sufoco,
Quase que eu não nascia!
Sem palavras requintadas
E sem polir meus conceitos,
Escolho rimas, efeitos,
Orações metrificadas.
Herdando a poética louca,
De língua no céu da boca
Pinto quadros de amor.
Emolduro a fantasia
Na sala da poesia
Do museu do criador.
Então quem ler meus rabiscos
Encontrará sem surpresa,
Resquícios da natureza
Perdido em meio aos riscos.
Sentimentos florescidos,
Sonhos amarelecidos,
De tudo um pouco, afinal
Pra ser poeta - sou louco
Mas pra louco eu falto pouco
Por não ser muito normal!
Então falemos de mim!
Quem sou eu? De onde venho?
Sou poeta e nada tenho
Além de viver assim.
Indo pra longe do fim
Do inicio que aceitei,D
a estrada que peguei
Que leva a algum lugar,
Eu só sei que irei chegar.
Mas onde e quando não sei!
Sei que a minha verdade
Feita em minha consciência,
Mantém toda a consistência
Da minha dignidade.
Sou escravo da saudade,
Preservador da memória,
Soldado em busca da glória
Saído de algum sertão,
Cada dois palmos de chão
Tem quatro de minha história.
Minha vida em previsões
É de rotinas ativas,
Traçando perspectivas
Vivendo superações,
Aceitando imperfeições
Do ser que em meu peito clama,
A vida tornou-se chama
Minha matéria queimando,
Vivo sorrindo e chorando
Entre a comédia e o drama.
Das lições dos tantos anos
Faço meu próprio remédio,
Para espantar meu o tédio
E curar meus desenganos.
Nauta de mil oceanos,
Não rendo-me ao pavor.
Sou fiel desbravador
Do ser em mim existente,
Sou um guerreiro valente
Bebendo taças de amor.
Sou como um cego sem guia
Rompendo limitações,
Usando as tantas lições
Das quedas do dia a dia.
Sou filho de uma Maria,
Santa mãe dos dias meus,
Sou luz para os olhos seus
E a face que a boca beija.
Embora um Jesus não seja,
Também sou filho de Deus!
O mundo é a avenida
Do sonho e da aparência,
Sou vidraça da existência
Sobre a janela da vida.
Sou dúvida que não duvida,
Do que o destino é capaz.
Corpo, que em pó se desfaz
Quando as forças se esgotam,
Carne e alma que se soltam
Quando o espírito jaz!
Lima Júnior
18 janeiro 2010
Apresentação
À crítica plantonista
Eu quero pedir passagem
Embora pouca a bagagem
Meu passaporte é de artista
Nasci num reino encantado
Onde já diz o ditado:
“Quem nasce na freguesia,
Ou é poeta ou é louco!”
E em meio a este sufoco,
Quase que eu não nascia!
Sem palavras requintadas
E sem polir meus conceitos,
Escolho rimas, efeitos,
Orações metrificadas.
Herdando a poética louca
De língua no céu da boca
Pinto quadros de amor.
Emolduro a fantasia
Na sala da poesia
Do museu do criador.
Então quem ler meus rabiscos
Encontrará sem surpresa,
Resquícios da natureza
Perdido em meio aos riscos.
Sentimentos florescidos,
Sonhos amarelecidos,
De tudo um pouco, afinal
Pra ser poeta - sou louco
Mas pra louco eu falto pouco
Por não ser muito normal!
Então falemos de mim!
Quem sou eu? De onde venho?
Sou poeta e nada tenho
Além de viver assim.
Indo pra longe do fim
Do inicio que aceitei,
Da estrada que peguei
Que leva a algum lugar,
Eu só sei que irei chegar.
Mas onde e quando não sei!
Sei que a minha verdade
Feita em minha consciência,
Mantém toda a consistência
Da minha dignidade.
Sou escravo da saudade,
Preservador da memória,
Soldado em busca da glória
Saído de algum sertão,
Cada dois palmos de chão
Tem quatro de minha história.
Minha vida em previsões
É de rotinas ativas,
Traçando perspectivas
Vivendo superações,
Aceitando imperfeições
Do ser que em meu peito clama,
A vida tornou-se chama
Minha matéria queimando,
Vivo sorrindo e chorando
Entre a comédia e o drama.
Das lições dos tantos anos
Faço meu próprio remédio,
Para espantar meu o tédio
E curar meus desenganos.
Nauta de mil oceanos,
Não rendo-me ao pavor.
Sou fiel desbravador
Do ser em mim existente,
Sou um guerreiro valente
Bebendo taças de amor.
Sou como um cego sem guia
Rompendo limitações,
Usando as tantas lições
Das quedas do dia a dia.
Sou filho de uma Maria,
Santa mãe dos dias meus,
Sou luz para os olhos seus
E a face que a boca beija.
Embora um Jesus não seja,
Também sou filho de Deus!
O mundo é a avenida
Do sonho e da aparência,
Sou vidraça da existência
Sobre a janela da vida.
Sou dúvida que não duvida,
Do que o destino é capaz.
Corpo, que em pó se desfaz
Quando as forças se esgotam,
Carne e alma que se soltam
Quando o espírito jaz!