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22 outubro 2008

Uma nuvem vazando sobre o monte
Como o pranto de um anjo sobre a terra
A natura vestiu de verde a serra
Pra beber na cascata do horizonte
Vem a lua banhar-se lá na fonte
E a brisa sentindo inveja dela
Sopra forte apagando a imagem bela
Quando a noite adormece delirando
E o dia desperta bocejando
Na paisagem real que Deus pincela

Quando o vento assovia lá na praia
Açoitando as madeixas de um coqueiro
Da garganta do mar exala o cheiro
Onde o chão se desdobra e o mar desmaia
Uma onda nas pedras rasga a saia
Quando o sol ensangüenta o firmamento
O castelo do céu na cor do vento
Se transforma em divina aquarela
Onde Deus se debruça na janela
Celebrando a magia do momento


POETA LIMA JÚNIOR

07 outubro 2008

PARODIANDO ZÉ LIMEIRA

Zé Limeira quando canta
Canta igual a um beija-flor
E a lua fazendo amor
A madrugada se espanta
Arrotando da garganta
Bafo de melancolia
E as coxas de Maria
O vento lambe de açoite
E a mão safada da noite
Ranca a cueca do dia

A lua escaramuçando
Correndo atrás duma estrela
O sol trepando pra vê-la
E São Jorge esbravejando
Por tá um chifre levando
Da rapariga do espaço
E a lua sem embaraço
Rasga a nuvem e fica nua
E eu vejo a bunda da lua
Peidando por onde eu passo

Vejo uma nuvem chorando
E um trovão achando graça
Uma borboleta passa
Pelo céu assoviando
Tem um PINTO paquerando
A GALINHA de Dedéu
E um raio cortando um véu
Passa sem tocar em nada
Como se fosse uma espada
Rasgando o saco do céu

Limeira dá uma facada
Lá na barriga da serra
Um pai de chiqueiro berra
Deixando uma porca enxertada
Traíra dando lapada
Queimando na brasa quente
E um cururu indigente
Morre de fome e de frio
Fugindo de um baixio
Com medo de uma enchente

Um jegue atrás de uma jega
Querendo fazer jeguinho
Encontraram no caminho
Um cego mais uma cega
Aí foi um pega-pega

E o cego com um pau na mão
Meteu à cega no chão
E a cega disse seu trouxa
Tire o pau da minha coxa
Meta na jega seu cão

Saudade é a catacumba
De enterrar cavalo branco
E viado estando manco
Diz logo que foi macumba
Corno é igual a boi bumba
Rodando em um salão
E pingunço de opinião
Quem encontrar na cidade
Pode esperar tempestade
De cachaça com limão

Lampião e Zé Limeira
Fazendo uma cantoria
Antes do final do dia
Tem pexeirada na feira
Uma velha cachimbeira
Atrás de fumo e de vela
Faca de serra banguela
No fumo do velho entorta
É a velha dizendo - corta
E o velho fugindo dela

Meu coração delinqüente
Escanchado na gandaia
Quando vê rabo de saia
Abre os dentes sorridente
O amor é uma serpente
Que veneno assume a vida
E as pregas de quem duvida
Dá a gota quando engilha
E quem não tem quarto de milha
Anda de jega parida

Promoção no cabaré
Quenga é 1,99
Amor pra otário é love
Depois é ponta de pé
Um besta num pangaré
Diz que é vaqueiro escasso
Que chupa cana de braço
E sem querer dizer puía
Porque só fica uma cuia
Quando se quebra um cabaço?

10 setembro 2008

Chora viola (Canção)

Caiu a noite, veio a solidão e você não veio
E os minutos rendem longas horas de desilusão
Minha viola em ensaia acordes em triste ponteio
E saudade se aloja na sala do meu coração

Refrão

Chora viola me embriaga a alma me faz entender
Essa distancia entre eu e ela que me faz sofrer

Confesso me à lua lastimando a sorte suplicando a Deus
Por um instante acredito ver você diante de mim
E quando eu tento tocar o seu corpo com os dedos meus
Seu holograma não tem consistência qual seu manequim

Meu peito ilhado por um oceano revolto de amor
Tornou-me um náufrago de um sentimento que me faz sonhar
E a noite inteira vou me debatendo sentindo o temor
De um maremoto que me invade a alma e me faz cantar.


POETA LIMA JÚNIOR

29 agosto 2008

Seu Aniversário no Nosso aniversário

Hoje é dia de festa, e não calculo
A alegria que sinto ao te abraçar
O meu peito no teu, dois corações
Um batendo pro outro sem parar
Chego até confundir qual é o meu
Pra saber precisamos nos soltar

Teu formato de boca pequenina
Ta na minha pra sempre desenhada
Outra boca na minha não se encaixa
Minha alma pra tua foi moldada
Meu sorriso é reflexo do teu
Sem o teu, meu sorriso vale nada

Dos teus gestos, os meus, pouco distintos
As palavras, sem plágios, parecidas
Dois olhares mirando o mesmo sol
Duas mãos apertadas, bem unidas
Duas vidas em uma, condensadas
Um só sonho, unindo duas vidas

Mil segredos, por dois, pra nós somente
Já me vives, te vivo, e nós vivemos
Confundindo os nossos pensamentos
Repetindo o que antes já dissemos
E o que não enxergam em nós dois
Só nós dois que sabemos sempre vemos

Some as horas vividas lado a lado
Entre nós, sem o medo do depois
Some os risos e prantos divididos
Para ver se houve lucro pra nós dois
Feito isso, somente resta agora
Nosso brinde de almas vida a fora
Sem saber o limite para o fim
Pelo jeito que vejo, o jeito nosso
Eu viver sem você não sei se posso
Que você é a vida que há em mim

18 agosto 2008

Nascido num pé de serra
Qual facheiro em pedregulho,
Venho cantar minha terra,
Explicitar meu orgulho!
Pajeuzeiro da gema,
Da terra onde a seriema
Canta saudosa à tardinha,
Se alguém um dia cantou
A terra que lhe criou,
Também vou cantar a minha!

Há quem lastime da sorte
De no sertão ter nascido,
Acho que nem mesmo a morte,
Me deixa diminuído.
Sou o que sou, e isso é tudo,
Por nada ficarei mudo
Quando precisar falar,
Mas, manterei meu respeito
E te darei o direito,
Quando sua vez chegar.

Minhas origens? Não nego!
Sou matuto da mão grossa,
E onde vou eu carrego
No corpo o cheiro da roça.
Digo: Pru mode e Oxente!
Sem vergonha dessa gente
Que condena o dialeto,
Moral, conduta e bondade,
Coragem e honestidade,
Faltando em ti, eu completo.

Aprendi com a seca braba
Me alimentar de esperança,
Beber meu pranto, que acaba
Quando a fartura me alcança.
Que a força dos meus braços,
Superam a do cansaço
Por faltar direito a isso,
E que o sol só acorda,
Quando a natureza borda
O dia com seu feitiço.

Que quando o galo canta
No palco da madrugada,
O sertanejo levanta
Para mais uma jornada.
Veste a coragem e a sina,
Sela o destino e se inclina
Por cima da montaria.
Tange a sorte e açoita a vida
Por rota desconhecida,
Nas curvas de mais um dia.

O suor banhando o rosto
É o creme que eu uso,
Pra esconder o desgosto
Do que me deixa confuso,
Curando os males da alma,
Abro a mão mostrando a palma
Sem medo de palmatória.
Porque na escola do mundo
Não se formou, vai pro fundo
Do fosso que cerca a glória.

A fé, é o meu escudo,
Minha arma, a confiança.
Meu coração mesmo mudo,
Brada a perseverança.
Meus olhos, são lamparinas
Nas tristes noites ferinas,
Pondo nas trevas... Um fim!
Abrindo um baú de sonhos,
Nos calabouços medonhos
Que existem dentro de mim.

Então eis-me, aqui! Simples Poeta!
Que despiu-se do medo e das agruras,
Completando o poema que completa
Minha saga de loucas aventuras.
Numa casa de barro e pau-a-pique
Eu nasci, sendo assim eu não sou chique
Sou um servo somente, um servo seu.
Condenado a cantar dores e amores,
E sofrer infortúnios destas dores
Porque nada emudece o peito meu.

12 agosto 2008

A morada de Deus é tão distante
Que é preciso morrer pra chegar nela



O relógio da vida marca a hora
Reservada pra ultima viagem
Sem comprar um bilhete de passagem
Nem saber o momento de ir embora
Perde a vista quem vai, quem fica chora
Quando a terra nos abre uma janela
O espírito se solta o corpo gela
E o caixão é o transporte mais possante
A morada de Deus é tão distante
Que é preciso morrer pra chegar nela

A matéria cansada não atende
Aos comandos da mente que se cansa
A pressão sobe e desce igual balança
Quando encurta a passada e o corpo pende
Sem a força vital não compreende
Vendo um anjo fazendo sentinela
Vem um sopro da morte apaga a vela
E a Deus manda mais um ser errante
A morada de Deus é tão distante
Que é preciso morrer pra chegar nela

Desencarna o espírito buscando
O trajeto do chão ao mundo oculto
Quem olhar não enxerga nem o vulto
Nem pra onde o espírito vai trilhando
Na alfândega do céu, alma chegando
Não se sabe o destino dado a ela
Se a face de Deus já se revela
Ou se não é visível seu semblante
A morada de Deus é tão distante
Que é preciso morrer pra chegar nela

31 maio 2008


Tuparetama
(Poema do livro Flores da Noite – Lima Júnior)

Tuparetama tutora de minha infância querida,
Cenário da minha vida, palco de mil ilusões.
Cada esquina uma lembrança, cada passo uma esperança,
Coisas que o tempo na cansa, Musa das minhas canções!

Fui moleque genioso brincando nos teus quintais,
Fiz florir meus ideais, seguindo caminho à fora.
Perdi minha mocidade, minhas forças na metade,
Restou-me só a saudade, do que já fomos outrora.

Às margens do Pajeú, Tuparetama descansa,
Lembro-me, quando criança neste rio me banhei.
O verão chega sem jeito, leva as águas mostra o leito,
Mas, quando chover direito, outros banhos tomarei.

O tempo passou varrendo,Tupã, meus gestos e amores,
Deixando-me aos dissabores da saudade que me traz.
Perdido pelos teus bares, decantando teus luares,
Sentindo triste pesares, do que não volta jamais.

Tupã, as coisas estão mudando assim lentamente,
Eu - piorando somente, tu – somente a melhorar,
Quero ter incinerados, meus resto mortais, jogados
Em ti, por todos os lados, pra nunca te abandonar!

28 maio 2008

Você

Eu tatuei o seu rosto
Na superfície da lua
Pra ter a sua lembrança
Refletida em plena rua
E em todo lugar que eu olhe
Enxergue a imagem sua

Minha consciência nua
Veste-se de mil apelos
Pra que meus sonhos tão belos
Não tornem-se pesadelos
E eu possa envolver meu corpo
No manto dos teus cabelos

Não quero perder os selos
Que você por garantia
Colocou na minha boca
Quando beijava e sorria
Pra que eu não beijasse outra
Boca que me pertencia

Seu olhar tem energia
De hipnose tão forte
Que faz com que os meus olhos
Para distante transporte
A cegueira que me expõe
No picadeiro da morte

Nada acontece por sorte
Em acaso não acredito
O amor faz e acontece
Pelo destino è descrito
Nos alfarrábios da vida
Nas paginas do infinito

O amor gera conflito
No ego de qualquer ser
Quem ama sente-se inseguro
Quem não ama não quer crer
Que quem ama doa a vida
E o coração sem saber

Você me faz compreender
Que sem você nada sou
Nos somos soma exata
Das partes que Deus juntou
Não da pra subtrair
O que o amor multiplicou

Você é deusa do show
Eu sou só um dos mortais
Que se alimenta do brilho
Que seu sorriso me traz
Da passarela do encanto
Dos palcos celestiais

Meus sentimentos leais
Puderam-me transformar
Num instrumento de fé
A um milagre buscar
Porque você não é santa
Mas me conduz ao altar


20 maio 2008

O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Meu pecado maior foi ter-te feito
Soberana das minhas alegrias
Nas noitadas de sonhos e orgias
Pratiquei o meu crime no teu leito
Ingerindo o fel do preconceito
Fui à corte infernal das desventuras
Como um réu condenado a mil torturas
Sem promessas de ser absolvido
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Solidão desprezível, agoureira
Companheira fiel dos condenados
És a sombra dos fracos desprezados
Um fantasma rondando a cumeeira
Me perdi no percurso da ladeira
Do amor que abala as estruturas
E no campo minado das loucuras
Suicida me faço entorpecido
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Quando a noite desaba sobre o dia
Eu me deito na relva indefeso
O lençol que me cobre é o desprezo
E o pão que mastigo é a agonia
Não me resta um vestígio de alegria
Mas me sobra a essência das agruras
E a seiva cruel das aventuras
Me remete ao chão desfalecido
O silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Nosso amor foi derrotado

Nosso amor foi derrotado
Quem venceu foi o destino

No campo da traição
Fomos nós desafiados
Pusemo-nos confrontados
Jogando com o coração
Mas, foi na prorrogação
Que meu instinto felino
Mudou o placar divino
Na súmula do pecado
Nosso amor foi derrotado
Quem venceu foi o destino

Guerra não rima com amor
Flores não são munições
Nas pátrias dos corações
Há mais de um ditador
Você sentindo o terror;
Vítima de um desatino
Fez um disparo cretino
Com um adeus deflagrado
Nosso amor foi derrotado
Quem venceu foi o destino

17 maio 2008

Reencontro e Despedida


QUANDO EU NEM PENSAVA, VOCÊ ME ENCONTROU
DENTRO DO AMIGO QUE JÁ ERA SEU!
E EU, TE ENCONTREI NO LUGAR QUE EU
JÁ ME ENCONTRAVA, E VOCÊ NÃO NEGOU!

NADA POR ACASO! TUDO ACONTECEU
COMO QUE ESCRITO FÔRA O QUE PASSOU!
FOI UM RIO ENCHENDO QUE SE DERRAMOU
NO SECO OCEANO DESTE PEITO MEU.

COMO UM OÁSIS NO SERTÃO BRAVIO,
NOSSO AMOR DE INSTANTES BEBEU TODO RIO,
NOSSAS BOCAS SECAS CLAMAM - SÓ DESEJOS!

E PRA NÃO MORRERMOS NO DESERTO À DIANTE,
FOSTE O MEU VINHO – E EU TEU ESPUMANTE
SACIANDO A VIDA EM UM MAR DE BEIJOS.

TUDO VALE À PENA!... FALOU O POETA!
EU NÃO SINTO PENA, POR NÃO TER DURADO!...
SE VIVEMOS TUDO INTENSIFICADO,
FOI PÁGINA PEQUENA, MAS, PÁGINA COMPLETA!

SABE DEUS, SE O TEMPO JÁ TRAÇOU A META!
SABE O TEMPO, A CAUSA DO QUE FOI TRAMADO...
SABES TU, O QUANTO VALE ESTE “PASSADO”
SEI EU, QUANTO VALES, E ISSO NÃO ME AFETA!

FOI BOM E VALEU, PELO QUE DUROU!
EU REVIVERIA TUDO O QUE PASSOU
MAS, O RIO PASSA, E A VIDA CONTINUA.


DEIXEMOS QUE O TEMPO, QUE NOS ENVOLVEU
ESCOLHA OS CAMINHOS PRA VOCÊ E EU
QUEM SABE, UNINDO MINHA ESTRADA A SUA!

16 maio 2008


Amizade

Nada tenho em mãos pra te ofertar
Além de pequeninos gestos meus
E simples palavras que ao balbuciar
Acabo moldando os belos sonhos teus

Nada tenho, senão esta loucura
Que nem sempre é constante ao meu penar
Mas que põe nos meus lábios a doçura
E que dá-me prazer de decantar

Ofereço-te então sinceridade
Meu carinho, meu colo, liberdade
E até meu silêncio se quiseres

E te digo com muita lealdade
Se acaso não tenho o que tu queres
Só resta ofertar-te a amizade

15 maio 2008

REATIVANDO MEU BLOG


Sentença

Se existe um destino eu sou refém
Deste tal que me é desconhecido
Entre tantos eu fui o escolhido
Pra seguir esta rota que me tem
Como um passageiro de um trem
Viajando sem rumo e sem roteiro
Muitas vezes faltando um companheiro
Muitas outras ganhando uma acolhida
Desvendando os mistérios de uma vida
Sem espada, sem luz, sem paradeiro.

O caminho, o vento é que me traça
Se um mal me invade eu perco a calma
Se não caibo de males em minh’alma
O sentido da vida me abraça
O viver para mim é uma graça
Que eu tento com todos partilhar
Que a vida é o amor a transbordar
De uma taça que Deus pôs para a gente
Sábia forma com que o Onipotente
Nos mostrou o seu jeito de amar

Desaprovo o vilão do preconceito
Fruto vivo da pura hostilidade
Me contento com a liberdade
Inda mais com quem busca este direito
Se abrissem de nós cada um peito
Iam ver que nós somos tão iguais
Que somente as divisas sociais
Não promovem ninguém junto ao Altíssimo
Que é frágil, é frágil, fragilíssimo
Este mundo irreal que o homem faz

Me coloco irado e contraposto
Se me bate de impulso uma descrença
Como se isso fosse uma sentença
Vejo a fé desertada do meu rosto
Mais parece a cobrança de um imposto
Um pedágio que o tempo propicia
Quando menos espero a fé envia
Um conforto naquilo e eu compreendo
E no espelho da vida fico vendo
No reflexo da alma a alegria

Fazem parte da minha triste vida
Os costumes herdados da infância
Muitas vezes negando a concordância
Outras vezes perdendo a investida
Procurando uma porta de saída
Nos momentos que devo ponderar
Quando eu tento porém improvisar
Falam alto o respeito e a humildade
Aprovando a lição da faculdade
Dos costumes brejeiros do lugar

Os modelos de vida que eu traço
Quase sempre se perdem nos rabiscos
E nos traços medonhos destes riscos
Vou tentando fugir do embaraço
Modelando no meu sucesso escasso
Minha vida absorve uma razão
E a chama fugaz da emoção
No rascunho cultiva os tais sentidos
E uma voz vai soprando aos meus ouvidos:
- Deus nos fala através do coração


Toque meu coração, toque
A sinfonia da verve...
Enquanto em meu peito ferve
Essa loucura em desfoque;
Deixe que a noite provoque
A alma e sua magia,
Pra que ao raiar do dia
Eu possa acordar sorrindo
Sentindo o peito sentindo
Um toque de poesia.

Eu incrustado em teu seio
Tu me vestindo os desejos
Eu te comendo de beijos
Tu me bebendo de anseio
Ao nosso lado o receio
Onde o pecado jazia
Mas, só nós no mundo havia
Longe do céu e do inferno
Senti no orgasmo eterno
Um toque de poesia.