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27 dezembro 2008

01 novembro 2008

22 outubro 2008

Uma nuvem vazando sobre o monte
Como o pranto de um anjo sobre a terra
A natura vestiu de verde a serra
Pra beber na cascata do horizonte
Vem a lua banhar-se lá na fonte
E a brisa sentindo inveja dela
Sopra forte apagando a imagem bela
Quando a noite adormece delirando
E o dia desperta bocejando
Na paisagem real que Deus pincela

Quando o vento assovia lá na praia
Açoitando as madeixas de um coqueiro
Da garganta do mar exala o cheiro
Onde o chão se desdobra e o mar desmaia
Uma onda nas pedras rasga a saia
Quando o sol ensangüenta o firmamento
O castelo do céu na cor do vento
Se transforma em divina aquarela
Onde Deus se debruça na janela
Celebrando a magia do momento


POETA LIMA JÚNIOR

07 outubro 2008

PARODIANDO ZÉ LIMEIRA

Zé Limeira quando canta
Canta igual a um beija-flor
E a lua fazendo amor
A madrugada se espanta
Arrotando da garganta
Bafo de melancolia
E as coxas de Maria
O vento lambe de açoite
E a mão safada da noite
Ranca a cueca do dia

A lua escaramuçando
Correndo atrás duma estrela
O sol trepando pra vê-la
E São Jorge esbravejando
Por tá um chifre levando
Da rapariga do espaço
E a lua sem embaraço
Rasga a nuvem e fica nua
E eu vejo a bunda da lua
Peidando por onde eu passo

Vejo uma nuvem chorando
E um trovão achando graça
Uma borboleta passa
Pelo céu assoviando
Tem um PINTO paquerando
A GALINHA de Dedéu
E um raio cortando um véu
Passa sem tocar em nada
Como se fosse uma espada
Rasgando o saco do céu

Limeira dá uma facada
Lá na barriga da serra
Um pai de chiqueiro berra
Deixando uma porca enxertada
Traíra dando lapada
Queimando na brasa quente
E um cururu indigente
Morre de fome e de frio
Fugindo de um baixio
Com medo de uma enchente

Um jegue atrás de uma jega
Querendo fazer jeguinho
Encontraram no caminho
Um cego mais uma cega
Aí foi um pega-pega

E o cego com um pau na mão
Meteu à cega no chão
E a cega disse seu trouxa
Tire o pau da minha coxa
Meta na jega seu cão

Saudade é a catacumba
De enterrar cavalo branco
E viado estando manco
Diz logo que foi macumba
Corno é igual a boi bumba
Rodando em um salão
E pingunço de opinião
Quem encontrar na cidade
Pode esperar tempestade
De cachaça com limão

Lampião e Zé Limeira
Fazendo uma cantoria
Antes do final do dia
Tem pexeirada na feira
Uma velha cachimbeira
Atrás de fumo e de vela
Faca de serra banguela
No fumo do velho entorta
É a velha dizendo - corta
E o velho fugindo dela

Meu coração delinqüente
Escanchado na gandaia
Quando vê rabo de saia
Abre os dentes sorridente
O amor é uma serpente
Que veneno assume a vida
E as pregas de quem duvida
Dá a gota quando engilha
E quem não tem quarto de milha
Anda de jega parida

Promoção no cabaré
Quenga é 1,99
Amor pra otário é love
Depois é ponta de pé
Um besta num pangaré
Diz que é vaqueiro escasso
Que chupa cana de braço
E sem querer dizer puía
Porque só fica uma cuia
Quando se quebra um cabaço?

10 setembro 2008

Chora viola (Canção)

Caiu a noite, veio a solidão e você não veio
E os minutos rendem longas horas de desilusão
Minha viola em ensaia acordes em triste ponteio
E saudade se aloja na sala do meu coração

Refrão

Chora viola me embriaga a alma me faz entender
Essa distancia entre eu e ela que me faz sofrer

Confesso me à lua lastimando a sorte suplicando a Deus
Por um instante acredito ver você diante de mim
E quando eu tento tocar o seu corpo com os dedos meus
Seu holograma não tem consistência qual seu manequim

Meu peito ilhado por um oceano revolto de amor
Tornou-me um náufrago de um sentimento que me faz sonhar
E a noite inteira vou me debatendo sentindo o temor
De um maremoto que me invade a alma e me faz cantar.


POETA LIMA JÚNIOR

29 agosto 2008

Seu Aniversário no Nosso aniversário

Hoje é dia de festa, e não calculo
A alegria que sinto ao te abraçar
O meu peito no teu, dois corações
Um batendo pro outro sem parar
Chego até confundir qual é o meu
Pra saber precisamos nos soltar

Teu formato de boca pequenina
Ta na minha pra sempre desenhada
Outra boca na minha não se encaixa
Minha alma pra tua foi moldada
Meu sorriso é reflexo do teu
Sem o teu, meu sorriso vale nada

Dos teus gestos, os meus, pouco distintos
As palavras, sem plágios, parecidas
Dois olhares mirando o mesmo sol
Duas mãos apertadas, bem unidas
Duas vidas em uma, condensadas
Um só sonho, unindo duas vidas

Mil segredos, por dois, pra nós somente
Já me vives, te vivo, e nós vivemos
Confundindo os nossos pensamentos
Repetindo o que antes já dissemos
E o que não enxergam em nós dois
Só nós dois que sabemos sempre vemos

Some as horas vividas lado a lado
Entre nós, sem o medo do depois
Some os risos e prantos divididos
Para ver se houve lucro pra nós dois
Feito isso, somente resta agora
Nosso brinde de almas vida a fora
Sem saber o limite para o fim
Pelo jeito que vejo, o jeito nosso
Eu viver sem você não sei se posso
Que você é a vida que há em mim