SEJAM BEM VINDOS!

DEIXE SEU COMENTÁRIO.
ABRAÇOS...

04 julho 2009

Este trabalho fiz me referindo a balança da Farmácia do Gonzaga Felipe em Tuparetam-PE


A BALANÇA DE GONZAGA


Numa luta sem iguala

Pra perder a barriguinha,

Perdia peso na sala

E encontrava na cozinha.

Pesar-me sempre eu ia,

Mas a balança vadia

Igual a canção da gaga,

Repetia o desagrado

E eu já tava arretado

Com a balança de Gonzaga!


Lá na farmácia eu gritava:

Já ajeitaram a balança?

A atendente me olhava

Bem na altura da pança,

E dizia: Ta normal!

Faça dieta, afinal

Ser magro não lhe estraga!

Mas eu não acreditava,

Pra mim o problema estava

Na balança de Gonzaga.


Passava fome pra ver

Se o peso diminuía,

Mas quanto mais sem comer,

Mais é que o peso crescia.

Podia afinar o braço,

A perna, o espinhaço,

Mas a barriga? Nem praga!

E quando ia me pesar,

A vontade era quebrar

A balança de Gonzaga!


Passei um mês inteirinho

Comendo folhas e arroz,

Malhando bem direitinho,

Pra ver se perdia dois

Dos quilos que eu já tinha,

Porém, quando a fome vinha

Comia sem deixar vaga.

Mesmo sem ater-me ao gelo,

Sempre tinha pesadelo

Com a balança de Gonzaga!


Mas era assim desse jeito

Quando era dia de feira.

Um, saía satisfeito,

Outro dizendo besteira.

Pra se pesar vinha gente,

Gorda, magra, inocente,

Gente que fuma e que traga,

Gente com luxo e sem luxo,

Iam pesar peito e bucho

Na balança de Gonzaga.


Quando saio rua a fora

Por qualquer lugar que siga,

Estufo o peito pra fora,

Encolho bem a barriga.

Mas se eu passar na calçada,

A balança desgraçada

Me atrai e me afaga.

Entro sorrindo e cantando,

Mas saio brabo brigando

Com a balança de Gonzaga!


Já vivo desconfiado

Que aquela balança lesa,

Só pesa mesmo errado

Quando sou eu quem se pesa!

Nunca fui de confusão,

Nem tive superstição

Mas vou rogar uma praga!

Pra meu excesso passar,

Para quem for se pesar

Na balança de Gonzaga!


Pra não sentir-me atraído

Mudei até de calçada,

Mas descobri o sentido

Da balança sempre errada.

Depois que tanto penei,

Foi que eu observei

Bem no final desta saga.

O mistério da danada,

É que tava acostumada

Com o peso de Gonzaga!

7 comentários:

Vinícius disse...

Olá, grande poeta!!!
Adorei o seu blog.
Estou comunicando para que vc acesse o meu www.ocegodoquarto.blogspot.com
Não é tão poético quanto o seu, mas adicione aos seus favoritos!!!
Um abraço!!

Vinícius Almeida

POETA LIMA JÚNIOR disse...

Valeu poeta obg!

Dalinha Catunda disse...

Olá poeta,

Gostei da balança do Gonzaga
E do seu blog.
Parabéns,
Dalinha

Poeta Lima Junior disse...

Obrigado amigos pelos comentários! Abraços!

Poeta Lima Junior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fredson disse...

A balança de Gonzaga é bem legal, (vou abrir um comércio e arrumar uma destas).
Parabéns Poeta!

Santas Missões Redentoristas disse...

Grande Poeta Lima Júnior. Eu tb gostei da Poesia da Balan~ça do Gonzaga. Eu tb já estava ficando danado com a Balança do Gonzaga. Acho que vc tem que procurar outra balança pq ela pode está muita familiar com vc e por isso esse peso todo.
Grande amigo um grand abraço e vai aí um blog nosso.
missoes-redentoristas.blogspot.com
Luiz Vieira