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29 outubro 2009

No mote de Severina Branca (poetisa) eu escrevi:



Fui moeda de troca por cachaças,

Que amargas, retinham minhas dores.

Fui vassala de servos e senhores,

Corrompida em becos e em praças.

Entre tapas, desdéns e ameaças,

Conheci nos porões das aventuras

Os carrascos das minhas desventuras

Num amor que nascia já perdido

O silêncio da noite é que tem sido

Testemunha das minhas amarguras



Solidão foi a minha companhia.

Do que fiz, do que fui não há saudade!

Que me vale lembrar, se a mocidade

Nem deu conta de mim como devia?

O desprezo é meu pão de cada dia,

Minhas páginas de vida tão escuras,

Que relendo, eu reporto as amarguras

De ilusões, de querer e não ter sido.

O silêncio da noite é que tem sido

Testemunha das minhas amarguras

2 comentários:

França disse...

Belíssimas estrofes, poeta!

POETA LIMA JÚNIOR disse...

São ranhuras da vida retradas pela alma! Obg!