Este trabalho fiz me referindo a balança da Farmácia do Gonzaga Felipe em Tuparetam-PE
A BALANÇA DE GONZAGA
Numa luta sem iguala
Pra perder a barriguinha,
Perdia peso na sala
E encontrava na cozinha.
Pesar-me sempre eu ia,
Mas a balança vadia
Igual a canção da gaga,
Repetia o desagrado
E eu já tava arretado
Com a balança de Gonzaga!
Lá na farmácia eu gritava:
Já ajeitaram a balança?
A atendente me olhava
Bem na altura da pança,
E dizia: Ta normal!
Faça dieta, afinal
Ser magro não lhe estraga!
Mas eu não acreditava,
Pra mim o problema estava
Na balança de Gonzaga.
Passava fome pra ver
Se o peso diminuía,
Mas quanto mais sem comer,
Mais é que o peso crescia.
Podia afinar o braço,
A perna, o espinhaço,
Mas a barriga? Nem praga!
E quando ia me pesar,
A vontade era quebrar
A balança de Gonzaga!
Passei um mês inteirinho
Comendo folhas e arroz,
Malhando bem direitinho,
Pra ver se perdia dois
Dos quilos que eu já tinha,
Porém, quando a fome vinha
Comia sem deixar vaga.
Mesmo sem ater-me ao gelo,
Sempre tinha pesadelo
Com a balança de Gonzaga!
Mas era assim desse jeito
Quando era dia de feira.
Um, saía satisfeito,
Outro dizendo besteira.
Pra se pesar vinha gente,
Gorda, magra, inocente,
Gente que fuma e que traga,
Gente com luxo e sem luxo,
Iam pesar peito e bucho
Na balança de Gonzaga.
Quando saio rua a fora
Por qualquer lugar que siga,
Estufo o peito pra fora,
Encolho bem a barriga.
Mas se eu passar na calçada,
A balança desgraçada
Me atrai e me afaga.
Entro sorrindo e cantando,
Mas saio brabo brigando
Com a balança de Gonzaga!
Já vivo desconfiado
Que aquela balança lesa,
Só pesa mesmo errado
Quando sou eu quem se pesa!
Nunca fui de confusão,
Nem tive superstição
Mas vou rogar uma praga!
Pra meu excesso passar,
Para quem for se pesar
Na balança de Gonzaga!
Pra não sentir-me atraído
Mudei até de calçada,
Mas descobri o sentido
Da balança sempre errada.
Depois que tanto penei,
Foi que eu observei
Bem no final desta saga.
O mistério da danada,
É que tava acostumada
Com o peso de Gonzaga!
11 junho 2009
O MACHISMO E O FEMINISMO
1- O homem
Deus quando o mundo criou, Fez pra sua confiança O homem, que Ele moldou Sua imagem e semelhança. O primeiro sem segundo, Depois entregou-lhe o mundo E o poder de presente. Tudo estava ao que se quer, Até chegar a mulher Pra querer andar na frente
2- A mulher
- Ah, mas é que sem a gente O mundo não prestaria! Imagine o homem somente, O mundo não agüentaria! Seria algo falível, Um desmantelo terrível Uma bagunça geral. Por isso a mulher foi feita, Deus a fez bela e perfeita Caprichosa e genial!
3- O homem
O homem, é sem igual! Sendo o primeiro a ser feito, Não sobrou material, Deus fez e não pôs defeito. Mas pra servi-lo à jornada, Fez mulher pra empregada Sem prever deficiência. Mas a danada é uma íngua, E tinha que ter uma língua Pra tirar-lhe a paciência.
4- A mulher
O homem feito sem sobra O primeiro à livre punho, É porque uma grande obra Exige sempre rascunho. E pra mulher ser perfeita, Deus fez conforme a receita Da natureza Divina. Pra suportar desagrado De homem grosso assanhado, Como é de praxe e de sina.
5- O homem
E essa classe feminina, Despeitada e invejosa! Coroa de perna fina Bancando ser a gostosa. Mas quando derruba os panos, Os homens mudam de planos “Nada sobe”, é só descendo! Propaganda trapaceira “Saco de resto de feira” Enganando a quem ta vendo!
6- A mulher
Homem, só presta sofrendo Correndo atrás de mulher, Gastando muito e querendo Enquanto a mulher não quer. Trabalhar no sol em brasa, Depois trabalhar em casa Enquanto a mulher dormir. E a noite por destino, Tomar conta de menino Pra mulher se divertir!
7- O homem
Mulher, era pra sentir A responsabilidade, E obrigação do porvir Dos gastos da mocidade. Um bucho no pé da goela, Seis moleques filhos dela Gritando: - Mãe quero papa! Sem rodilha, a lata d’água, Na cabeça e uma mágoa Do destino dando tapa.
8- A mulher
Homem ruim que não se capa Merecia um Ricardão, Pra ser chamado de lapa De corno manso e bobão. Comprar perfume Francês, Pra mulher usar com o ex E a cidade comentando, E o besta ficar sabendo Tomando cana e roendo Levando chifre e chorando!
9- O homem
A mulher se comparando À serpente é parecida, De presas sempre afiando De tocaia toda a vida. Tem veneno e é astuta, A maçã, suposta fruta Nunca perde o seu sabor. Faz do verão um inverno Pra mandar o homem pro inferno Pra longe do criador.
10- A mulher
Todo homem sem valor Que não sofresse um infarto, Devia sentir a dor Que a mulher sente no parto. Menstruar uns quinze dias, Ter celulite e estrias, Varizes, tudo e qualquer... Engravidar por engano, Ter um parto todo ano Pra dar valor a mulher.
11- O homem
A mulher tem o que quer Quando ao homem não da testa, Mas na procura ao mister Diz que o homem não presta. Reclama sempre de tudo Clama direito graúdo, Em movimento ao contento. Mas como negar de fé, Que o dos quadris inda é O seu maior movimento?!
12- A mulher
Homem quer merecimento Mas não faz por merecer, Pra conquistar tem talento, Mas tem bem mais pra perder. Mente, engana faz loucuras Incomum as criaturas Para a mulher conquistar, Mas depois de conquistada Troca a mulher amada Por qualquer mulher vulgar.
13- O homem
Homem vive a agüentar Os abusos femininos, Pagar contas, trabalhar, Pra manter seus mimos finos. TPM que transborda! E quando a peste acorda Dá um arrependimento! Quem bem soubesse dormia Por teste, antes do dia Da praga do casamento!
14- A mulher
E o homem fedorento A peido, suor, sovaco, Além de ser chulézento Só vive coçando saco! Cheio de costume ruim Ou bafo de guaxinim Fede a cigarro ou cachaça. E a mulher sem agrado, Vê que seu príncipe encantado Virou um sapo sem graça.
15- O homem
Volto atrás sem ameaça Reconhecendo em verdade, Que a mulher tem da raça, O melhor pra humanidade. Sendo assim, ela merece Carinho, cuidado e prece Do homem que tanto a quer. Que agüentar o que homem faz Ou do que ele é capaz, Só uma santa mulher!
16- A mulher
Na verdade ninguém quer No mundo viver sozinho. Um homem, pra uma mulher Vindo cheio de carinho, Amor e sinceridade, Fidelidade, amizade Viria em bom patamar, Pra cumprir a escritura De forma bela e segura, Crescer e multiplicar.
A mulher
Mas a ultima palavra inda minha...
22 maio 2009
Poema inicial do livro “Encantos da Minha Terra”
(homenagem a Tuparetama-PE)
Nascido num pé de serra
Qual facheiro em pedregulho,
Venho cantar minha terra,
Explicitar meu orgulho!
Pajeuzeiro da gema,
Da terra onde a seriema
Canta saudosa à tardinha,
Se alguém um dia cantou
A terra que lhe criou,
Também vou cantar a minha!
Há quem lastime da sorte
De no sertão ter nascido,
Acho que nem mesmo a morte,
Me deixa diminuído.
Sou o que sou, e isso é tudo,
Por nada ficarei mudo
Quando precisar falar,
Mas, manterei meu respeito
E te darei o direito,
Quando sua vez chegar.
Minhas origens? Não nego!
Sou matuto da mão grossa!
E onde vou, eu carrego
No corpo o cheiro da roça.
Digo: Pru mode e Oxente!
Sem vergonha dessa gente
Que condena o dialeto,
Moral, conduta e bondade,
Coragem e honestidade,
Faltando em ti, eu completo.
Aprendi com a seca braba
Me alimentar de esperança,
Beber meu pranto, que acaba
Quando a fartura me alcança.
Que a força dos meus braços,
Superam a do cansaço
Por faltar direito a isso...
E que o sol só acorda,
Quando a natureza borda
O dia com seu feitiço.
Que quando o galo canta
No palco da madrugada,
O sertanejo levanta
Para mais uma jornada.
Veste a coragem e a sina,
Sela o destino e se inclina
Por cima da montaria.
Tange a sorte e açoita a vida
Por rota desconhecida,
Nas curvas de mais um dia.
O suor banhando o rosto
É o creme que eu uso,
Pra esconder o desgosto
Do que me deixa confuso,
Curando os males da alma,
Abro a mão mostrando a palma
Sem medo de palmatória.
Porque na escola do mundo
Não se formou, vai pro fundo
Do fosso que cerca a glória.
A fé é o meu escudo,
Minha arma, a confiança.
Meu coração mesmo mudo,
Brada a perseverança.
Meus olhos, são lamparinas
Nas tristes noites ferinas,
Pondo nas trevas um fim!
Abrindo um baú de sonhos,
Nos calabouços medonhos
Que existem dentro de mim.
Então eis me, aqui! Simples Poeta!
Que despiu-se do medo e das agruras,
Completando o poema que completa
Minha saga de loucas aventuras.
Numa casa de barro e pau-a-pique
Eu nasci, sendo assim eu não sou chique,
Sou um servo somente, um servo seu.
Condenado a cantar dores e amores,
E sofrer infortúnios destas dores
Porque nada emudece o peito meu.
07 maio 2009
Dia das mães
Ninguém no mundo é melhor Que nossa mãe, fielmente Se o filho ri , ela ri. Se o filho chora, ela sente. Parte um pão e alimenta Dez, vinte, trinta ou quarenta, Parece até que é magia Se sobrar parte ela come Se não sobrar, passa fome. Mas, não perde a valentia.
A mãe é quem sente bem Quando o seu filho adoece Pega um terço, se ajoelha, Roga a Deus fazendo prece. Caso não tenha dinheiro Faz um remédio caseiro Dá ao filho sem demora, Nos pés da cama se prega Passa sono e só sossega Depois que o filho melhora.
Das palmadas que levei, Hoje, somente agradeço. Se me doíam na pele, Era só, bem no começo, Doíam mais em minh’alma Depois pousava uma calma No meu espírito levado, Que sem maior rebeldia Quando eu menos percebia, Com mãe estava abraçado
Ah, mamãe se as palavras Revelassem o teu valor Se os meus atos pagassem, Um só, dos gestos de amor; De cada vez que eu chegava Abatido e me deitava No teu colo a lamentar. Mas, nem levando uma vida Dá pra pagar mãe querida O que pudesse me dar.
Teu coração, mamãezinha, Como é tão grande e potente. Acomodar tantos filhos Cada um mais diferente Por mais que o tempo debata Não perdes hora nem data Em que cada um nasceu. E hoje contigo abraçado Me sinto presenteado Neste dia que é só teu.
Todas as flores do mundo Todas as mágicas da vida Todas as bênçãos do céu Pra você mamãe querida..